sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sobem os preços das verduras e hortaliças

Repórter João Melo A falta de chuvas e as altas temperaturas do verão já começam a refletir na qualidade e na quantidade dos vegetais no mercado de Vitória da Conquista. Pior: em supermercados e feiras livres da cidade, consumidores conseguem notar no bolso a alta dos preços de verduras e hortaliças como o alface, rúcula, couve-flor manteiga, brócolis, entre outros que tiveram seus valores duplicados e até triplicados na tabela de preços nos últimos dias. A situação, segundo comerciantes, acontece devido à baixa produção do período, no qual a seca acaba prejudicando o desenvolvimento das plantações folhosas, mais sensíveis à variação do clima. Ao passar pela feira livre no bairro Brasil, a aposentada Diva Lopes Mendes, não esperava pagar o dobro do preço pela couve-flor que costuma cozinhar e colocar na salada diária. “Tá salgado o preço e as verduras nem estão tão bonitas, mas não tem como ficar sem. Ainda mais no verão, com todo esse calor. A alimentação tem que ser leve”, comenta. Comercializada por R$ 2,00 na feira, ontem, a hortaliça, assim como o alface, que há pouco mais de dois meses eram vendidos por R$1,00 e R$ 2,00, deverão aumentar ainda mais nos supermercados e feiras livres nos próximos dias. “Todo ano é a mesma coisa. Entre dezembro e março a produção estraga muito e não temos como não aumentar o preço”, afirma a feirante Dina Santana, 47 anos, sobre a perda de quase de 60% de sua produção no sítio São João, em Lagoa das Flores. “Eu sempre trago mais de 100 maços de alface para vender na feira, mas hoje (ontem) só trouxe 40 porque não tinha mais: estavam todos pequenos e apodrecidos”, conta a feirante e produtora. Resultado: em menos de uma hora de feira, a barraquinha de verduras da Ilda já não tinha mais alfaces, que foram comercializados a R$2,00, para venda, restando apenas algumas verduras como a couve-flor manteiga e o brócolis. Nos supermercados, a realidade é a mesma.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Regulamentação das Cinquentinhas será debatida na Câmara

A Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista vai realizar uma audiência pública na próxima terça-feira (11) às 19h30, para discutir a polêmica questão do uso de veículos ciclomotores de até 50 cilindradas na cidade, as conhecidas cinquentinhas. A iniciativa desta sessão é do vereador Beto Gonçalves (PV) que mesmo não tendo sido reeleito, continua trabalhando. A audiência tem o objetivo de esclarecer dúvidas sobre o assunto e buscar uma solução para o uso dos ciclomotores na cidade. Por enquanto, os condutores estão circulando com uma Autorização para Conduzir Ciclomotor, ACC e têm um prazo para se habilitar na categoria “A” em auto-escoltas. A audiência deverá contar com as presenças da Promotora Guiomar Miranda, representante do Ministério Público, o secretário Municipal de Transporte, Trânsito e Infraestrutura Urbana, Luis Alberto Sellmann, Rodrigo Moreira, coordenador da 4ª CIRETRAN e Cristina Lima Souza e Graziela Barros de Almeida, representantes da Associação dos Motociclistas de Vitória da Conquista e região (AMVIC).

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

João Melo: “Minha língua é de trapo”






Nos anos 70, uma jovem chamada Lúcia, de 13 anos, estudante do Centro Integrado de Educação Navarro de Brito, moradora da avenida Ilhéus, cometeu suicídio ingerindo barbitúrico. A razão? A família estava desgostosa com seu relacionamento amoroso, o não namorado não gozava de prestígio junto aos seus e ela, frustrada com a situação, decide se matar. No entanto, uma versão começa a correr na cidade: a jovem teria sido sepultada viva. Um líder estudantil da época, também estudante do CIenb e colega da jovem, promoveu um verdadeiro levante e conseguiu a exumação do corpo. Pois bem: este militante estudantil era João Melo, e ali, naquela ocasião nascia o repórter, que aproveitou o fato para escrever sua primeira reportagem, então com 15 anos. Como era menor de idade, não podia assinar as matérias. Passou então a usar pseudônimos, masculinos e femininos. O mais marcante foi Catarina. Já nessa época, passou a escrever para o Jornal de Conquista, de Aníbal Viana, Tribuna da Bahia e Jornal A Tarde. “Eu vivo a notícia 24 horas por dia. Estou fazendo uma coisa que gosto. Tenho 56 anos, comecei a trabalhar quando tinha apenas 15 anos. Vivo intensamente a profissão, eu respiro notícia”, conta João Melo Cabeção, que já teve várias oportunidades de outros serviços, inclusive na área da educação, já que é formado pela UESB Estudos Sociais (uma mescla que havia de Geografia e História). “Mas não tem nada a ver comigo, a minha paixão é escrever, sou literalmente apaixonado pela leitura e pela escrita”. Indagado se já correu riscos ao fazer reportagens policiais, afirmou que já sofreu inúmeras ameaças de morte. “Até delegado já me ameaçou”, diz, para lembrar que “também já derrubei uma delegada;”. Conhecido pelas suas críticas em doses mordazes, João Melo afirmou que, merecendo, não poupa nem aos amigos: “Comigo não tem esse negócio, falo mesmo, minha língua é de trapo”.